Estresse e o Mundo Corporativo

Opinião RH

estresse-no-trabalhoSegundo o dicionário, estresse significa o conjunto de perturbações orgânicas e psíquicas provocadas por vários estímulos ou agentes agressores, tais como: o frio, uma doença infecciosa, uma emoção, um choque cirúrgico, condições de vida muito ativa e trepidante, entre outros. Pode ser causado por ansiedade e/ou depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição frente a um contexto ou condição que leva o indivíduo a experiências físicas e emocionais agudas ou crônicas.

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Rótulos e Diagnósticos

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Tanto na vida comum quanto na área de Saúde é extremamente corriqueiro rotular e/ou usar de um diagnóstico para caracterizar alguém. Parece que nada é mais eficiente do que essa representação precisa, científica para dar conta de um mundo que cobra respostas e objetividade a todo tempo.

Acredito que um diagnóstico é inquestionável quando consideramos patologias graves que demandam terapêuticas específicas, mas geralmente ele é contraproducente quando falamos em um processo de Psicoterapia comum. A Psicoterapia tende a ser um processo gradual, que se aprofunda, que busca conhecer o paciente da forma mais integral possível e quando colocamos um rótulo a frente disso, a chance de limitar o olhar com relação ao outro e consequentemente o vínculo é muito grande.

Quando definimos alguém dentro de um padrão tendemos a estar atentos a tudo que o encaixa dentro desta fôrma e podemos deixar de nos ocupar com o mais importante que é o estar e se apresentar do paciente na relação com todos os aspectos que fazem parte do seu ser no mundo.

Vamos pensar no uso de drogas: um paciente que chega ao consultório com esta questão É um dependente químico ou a dependência química faz parte do que ele vivencia? Acredito tanto na segunda opção que não consigo restringir meus pacientes a um olhar exclusivo, único. Essa pessoa que está buscando ajuda para cuidar de uma dependência também faz parte de uma família, tem uma profissão/ocupação, está inserida em um meio social, tem história, hobbys, desejos, buscas, necessidades, que a tornam muito maior do que a especificidade de um diagnóstico.

Mais importante ainda é destacar a grande armadinha do efeito do rótulo para o paciente, que é a de agir como uma profecia que se auto realiza quando o mesmo é referenciado por tais características. O rótulo pode estimular e perpetuar as características fazendo com que o paciente se aprisione e tenha dificuldade em se perceber de forma mais ampla e íntegra.

A verdade é que os sintomas são apenas consequência da inter-relação entre cada parte que constitui o todo de um ser, incluindo: a depressão, a síndrome do pânico, o TOC, um estado ansioso e toda gama do extenso cardápio de doenças na área de saúde mental. O sintoma manifesta algo e o nosso olhar deve estar afiado para traduzir e alcançar esta manifestação.

Ou seja, rótulos não cabem para pessoas, não dizem da realidade do ser de alguém, eles apenas findam esse alguém em características rígidas que restringem todo seu potencial de ser. Abaixo aos rótulos e liberdade para uma existência espontânea, criativa e principalmente incerta das possibilidades de cada um…tanto no mundo comum quanto no âmbito da área da Saúde.

A Pedra

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Este é um ótimo exemplo do quanto somos responsáveis por nossas escolhas e por como utilizamos nossas características, recursos e disposição para nos relacionar com o mundo.

É muito comum projetarmos nossas expectativas no que está fora, seja algo ou alguém, principalmente quando nos sentimos frustrados, com medo, com raiva, tristes, ansiosos ou angustiados. Mas o fato é que só temos a possibilidade de agir ou modificar algo que parta de nós mesmos.

Isso quer dizer que temos o controle de tudo que nos diz respeito? Infelizmente não, bom seria se tivéssemos esta garantia, mas a única verdade que temos é do quanto nos arriscamos na tentativa de fazer as coisas e/ou relações funcionarem, darem certo…e só!! E será que não é o suficiente? Acredito que possa bastar o sentir, elaborar e o fazer só da nossa parte; é o que temos enquanto possibilidade e é o necessário enquanto entrega. A partir daí estamos falando de crença e confiança no plantio.

A diferença está no nosso fazer, na nossa proposta, na nossa intenção de movimentar algo para que esse algo tenha uma repercussão. É muito interessante perceber o quanto surgem mudanças nos outros a partir das nossas próprias mudanças, é o inevitável: processo diferente = final diferente. E veja que não estou qualificando, o diferente não diz de ser melhor ou pior, apenas de ser diferente. A busca sempre é pelo melhor, mas esta é só uma grande aposta que fazemos a partir das novas ações.

Então, vamos tentar fazer o melhor uso possível da nossa relação com as coisas e pessoas. Ser fiel a si mesmo, honesto com sua proposta, cuidadoso com o processo, sensível com os vínculos e principalmente ter propriedade sobre seu fazer é o grande passo para se aproximar do que deseja e talvez o único passo que efetivamente se possa dar!

Arrisque-se!!

O meu “ser” Psicóloga!!

psico

Interessante pensar sobre este tema, sobre o meu exercício profissional…de cara o que posso afirmar é que depois de tantos anos me sinto muito a vontade com a forma que encontrei para estar neste lugar, mais livre, mais tranquila. 

Confesso que não achei fácil harmonizar as características pessoais com uma versão adequada profissionalmente. No início existe uma tendência a querer reproduzir formatos, referências e exemplos que, sem dúvida, geram mais segurança enquanto você ainda não tem a própria identidade profissional; mas com o tempo e a vivência do consultório você percebe que o mais adequado é construir a sua forma de ser Psicólogo (a).

É engraçado que, apesar de parecer um contexto muito livre, é muito fácil se aprisionar a mil regrinhas de como ser um (a) bom (a) Psicólogo (a): como se vestir, como e o que falar ao telefone, como receber seu paciente, como sentar, como tratar de valores, como como como…e como isso me deixava tensa! Na minha opinião essa cartilha não existe, não adianta se fantasiar de ser Psicólogo (a) e se perder no meio do caminho, o ideal é ser o seu ser mais autêntico, com suas características mais próprias direcionadas a uma relação que tem uma demanda específica: o cuidado com o outro.

É claro que para existir, a profissão precisa de parâmetros e regras, como tudo na vida, mas é importante não ficar refém de tudo isso, além do que, boa parte de como cabe conduzir um processo diz de bom senso, sensibilidade e conhecimento. Não faz sentido, aos meus olhos, conduzir da mesma maneira todos os processos de psicoterapia e perder a peculiaridade de cada relação que se constrói neste cenário.

Foi então que assumi minhas possibilidades de ser Psicóloga: sim, sigo regras de dias e horários fixos para meus pacientes; sim, atendo de 50 minutos a 1 hora a sessão, no mínimo uma vez por semana cada paciente e sim, sigo uma linha de atendimento: a Fenomenologia, minha referência de estudo.

Do mais acredito no encontro, na abertura do receber alguém e estar lá para ele (a), com as roupas que fazem parte do meu estilo, com a maquiagem que gosto de usar, com a proximidade que gosto de construir, com o toque, meu ser afetiva e humorada. Sim, dou risada, muitas vezes gargalhadas nas sessões, me emociono e uso da auto revelação como mais um recurso dentro do processo.

Talvez não seja a versão clássica que se imagina de um Psicólogo (a) e nem tenho a pretensão de julgar o que seria correto ou não dentro desta função; o que sinto é que não desejo estar escondida atrás de um papel e sim fazer um bom uso do lugar que ocupo nesta condição através da construção de uma relação genuína com meu paciente. Ele (a) tem que me sentir presente, ver verdade nos meus olhos, sentir segurança na minha fala pra que tudo isso ecoe de forma construtiva em seu processo. Por isso entendo que não posso ser inalcançável, inacessível, distante e opaca…quero ser apenas humana!