A Pedra

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Este é um ótimo exemplo do quanto somos responsáveis por nossas escolhas e por como utilizamos nossas características, recursos e disposição para nos relacionar com o mundo.

É muito comum projetarmos nossas expectativas no que está fora, seja algo ou alguém, principalmente quando nos sentimos frustrados, com medo, com raiva, tristes, ansiosos ou angustiados. Mas o fato é que só temos a possibilidade de agir ou modificar algo que parta de nós mesmos.

Isso quer dizer que temos o controle de tudo que nos diz respeito? Infelizmente não, bom seria se tivéssemos esta garantia, mas a única verdade que temos é do quanto nos arriscamos na tentativa de fazer as coisas e/ou relações funcionarem, darem certo…e só!! E será que não é o suficiente? Acredito que possa bastar o sentir, elaborar e o fazer só da nossa parte; é o que temos enquanto possibilidade e é o necessário enquanto entrega. A partir daí estamos falando de crença e confiança no plantio.

A diferença está no nosso fazer, na nossa proposta, na nossa intenção de movimentar algo para que esse algo tenha uma repercussão. É muito interessante perceber o quanto surgem mudanças nos outros a partir das nossas próprias mudanças, é o inevitável: processo diferente = final diferente. E veja que não estou qualificando, o diferente não diz de ser melhor ou pior, apenas de ser diferente. A busca sempre é pelo melhor, mas esta é só uma grande aposta que fazemos a partir das novas ações.

Então, vamos tentar fazer o melhor uso possível da nossa relação com as coisas e pessoas. Ser fiel a si mesmo, honesto com sua proposta, cuidadoso com o processo, sensível com os vínculos e principalmente ter propriedade sobre seu fazer é o grande passo para se aproximar do que deseja e talvez o único passo que efetivamente se possa dar!

Arrisque-se!!

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Divertida Mente!!!!!!

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Tantas pessoas falaram deste filme pra mim, principalmente no consultório, que eu estava enlouquecida para assistir. Perdi a chance no cinema, mas “fiz” a chance acontecer neste feriado e agora, não paro de pensar sobre ele…

Acredito que seja quase uma unanimidade a crítica positiva sobre o filme e meu olhar sobre ele é o mesmo. O filme é lúdico, colorido, dinâmico, com uma temática difícil, densa, porém bem desenrolada, nada infantil e incrivelmente reflexivo.

Será que alguém conseguiu não pensar a respeito das questões que ele provoca? Claro que cada um será chamado à atenção através de suas próprias referências, história e momento, mas não dá pra passar ileso.

Interessante e real pensar como cada um se movimenta no mundo através de uma disposição-mãe, que denomino como humor. Essa tonalidade pode se alterar dentro dos contextos, mas a abertura para as relações e situações, via de regra, é gerenciada por um humor chave, por uma emoção que chefia a mesa de operações (essa é pra quem viu o filme…). É importante conseguir identificar a emoção que se destaca mais nas nossas ações / reações, assim a possibilidade de calibrar sua dimensão frente às relações e situações é maior. Não se trata de controlar, mas sim de aprender a lidar.

Outro ponto que achei muito significativo no filme foi o valor e o peso dado ao personagem Tristeza. Tão raro se destacar uma emoção teoricamente negativa, mas neste caso ela se tornou o personagem principal e primordial para o desfecho positivo da trama, o que ao meu ver é sensacional pois questiona o lugar da tristeza na vida de forma geral.

Eu mudaria o nome de Tristeza para Angústia. A princípio a tristeza tende a ser uma emoção que paralisa, que deprime; já a angústia tende a mobilizar, a movimentar, busca resposta, retorno sobre o que incomoda e abre caminho para possibilidades e escolhas. Interpretei desta maneira o desfecho do filme, que se deu através da abertura à mudança mobilizada pela tristeza / angústia.

Ou seja, não é errado, ruim ou negativo se angustiar, é necessário! Pra alguma coisa demandar mudança tem que estar fora do lugar!

O filme ainda tem outras várias nuances interessantes, mas vou parar por aqui senão escrevo um livro e haja paciência pra vocês aguentarem…risos…

E pra vocês, o que foi significativo?