2016 e suas promessas!

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Apesar de já estarmos no mês de fevereiro, este é o meu primeiro post de 2016 e não poderia deixar passar um tema relativo ao início do ano: bem clichê e, como todo clichê, um tema comum a todos.

Entendo a virada do ano como um ritual de passagem. Geralmente é o momento onde as pessoas fazem um balanço do ano que está acabando e projeções para o ano que está por vir, cheio de promessas e expectativas. Quem nunca prometeu começar uma dieta depois das festas? Ou se dispor a acordar cedo e ir pra academia todos os dias? Ou gerar alguma mudança no trabalho para ganhar aquela promoção? Pois é, ninguém passa ileso neste ritual, alguns com listinhas a ticar, outros apenas com pensamentos para movimentar, mas todos com novas intenções sobre algo para o ciclo que começa.

 

Honestamente não vejo este processo com maus olhos, acho até bem motivador e enxergo, muitas vezes, como o gás necessário para “começar tudo de novo”; além do quê: o que seria de nós sem nossos sonhos? Minha única preocupação é com a dimensão de tudo isso, pois se nos colocarmos propostas inalcançáveis, sofreremos quedas e frustrações bem doloridas. Se não soubermos o limiar entre possibilidade e idealização há chance de nos perdermos no meio do caminho. Ou seja, como é importante conseguir identificar o tamanho de nossas pernas para dar os próximos passos de forma efetiva e saudável.

 

Não percebo outro caminho para alcançar este equilíbrio e minimizar riscos do que a possibilidade de elaboração sobre si mesmo, sobre a própria história, necessidades, desejos e sonhos. A Psicoterapia é um espaço adequado e bem apropriado para este tipo de demanda, onde o paciente entra em contato com seu momento atual, balizado por sua bagagem e seus planos de viagem.

 

O lugar da Psicoterapia é o de movimentar tudo isso, de questionar, de colocar em jogo, de cuidar e compreender através da fala, sendo que o terapeuta atua como um facilitador para tais manifestações, se disponibilizando a acompanhar de forma bem próxima este caminhar. Entendo como oportunidade para desenvolver um processo de autoconhecimento, necessário para não tornar os projetos de vida fatores ansiogênicos ou angustiantes a ponto de se tornarem maléficos a saúde emocional e, muitas vezes, física.

 

A oportunidade de se (re) conhecer, na Psicoterapia, fala do saber de si mesmo, que acontece na aproximação com as próprias questões em uma relação de intimidade. Fala da construção de um vínculo de confiança que ofereça a possibilidade de ouvir o que as emoções, comportamentos e relações têm a dizer; a fim de ultrapassar dores e dificuldades, transformando-as em oportunidade de crescimento. Tudo a ver com promessas de virada de ano, não é mesmo? O ritual que valida toda proposta de mudança e investimento em si mesmo.

 

Então por que não se dar a chance de favorecer este processo no tempo e espaço que a Psicoterapia tem a oferecer? É um cuidado passível a todos, em todas as idades e momentos de vida. Entre em contato para conhecer meu trabalho, saber mais a respeito deste serviço de Saúde e suas possibilidades de parceria.

Matéria para o site Opinião RH

(https://opiniaorh.com/2016/02/05/psicologa-fala-sobre-perspectivas-e-mudancas-internas-para-o-ano-de-2016/#more-7151)

 

Crise e Superação

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Não dá pra negar que este é o tema do momento: CRISE!! De forma direta ou indireta todos estão inseridos neste contexto, buscando se reinventar ou, minimamente, refletir a respeito. Por isso considero interessante desenrolar aqui este pensar…

Acredito que o significado que mais se encaixe no conceito de crise atual seja: “Conjuntura ou momento perigoso, difícil ou decisivo” e “Desacordo ou perturbação que obriga instituição ou organismo a recompor-se ou a demitir-se”. Sem dúvida falamos de um momento difícil, de uma perturbação que demanda reestruturação em todos os níveis, mas o fato é que esta crise política / econômica vem destacar o quanto somos vulneráveis e estamos sujeitos a mudanças repentinas e transformações constantes. São processos que podem representar tanto desenvolvimento quanto perda e geram, inevitavelmente, algum tipo de sofrimento.

A grande questão é: frente a alguma possibilidade de perda, conseguimos manter a mesma perspectiva de sentido pra vida? É da condição humana estar sempre em busca de um “para quê” e é a partir daí que fazemos nossas escolhas, assumimos nossas ações e definimos caminhos. O sentido que configura o que denominamos como sonhos!! O difícil é conseguir acolher como parte da vida algum acontecimento que chega, desarticula tudo e coloca em jogo nossos sonhos.

Muitas vezes tendemos a manter os sonhos originais a qualquer custo e hoje percebo que pode ser uma grande armadilha, uma forma de se aprisionar a um ideal e deixar de experimentar as oportunidades reais que, geralmente, processos de mudança oferecem. Essa abertura fala do deixar morrer de sonhos antigos para possibilidade do nascer de novos sonhos.

Essa negociação não é fácil, muitas vezes o redesenhar de um plano já gera angústia, ansiedade, medo; imagina o assumir do vazio de uma perda, da desconstrução de algo: pode ser avassalador! Mas é justamente no espaço do vazio que se evidencia a necessidade de superação e sobrevivência, que me parece quase instintiva, e cabe tentar usá-la da maneira mais criativa possível. É na condição da angústia que propomos a nos modificar, que aceitamos negociar, que nos arriscamos, que lançamos mão de diversos recursos e elaboramos as melhores alternativas para estar saudável de novo.

Segundo dizem alguns mitos e rituais da história: aquele que renasce é maior que aquele que morreu. Ou seja, é hora de entrar em sintonia com as novas necessidades, ter os sentidos afiados para as oportunidades e assumir possibilidade de renascer de momentos conflitivos e intensos.