Terapia: pra quê?

duvida

Ainda hoje me deparo com esta questão presente na fala de muitas pessoas, inclusive das mais próximas e que acompanham de perto meu trabalho: “Minha esposa é Psicóloga, tenho muito orgulho. Mas eu? Eu não preciso de terapia”. Essa reação à terapia é muito comum, ainda existe certo preconceito e muitas vezes desinformação a respeito do tema e da prática. 

É interessante pensar que, apesar de ser um cuidado relacionado à Saúde, é como se não fosse validado como tal, bem como é o cuidado realizado por outras especialidades. Se eu tenho dor no peito procuro um Cardiologista, se tenho dor no dente procuro um Dentista, se preciso tratar uma questão postural busco um Fisioterapeuta, e quando diz respeito a “dores da alma”? 

São dores tão passíveis de cuidado como todas as outras, mas dá a impressão que, para muitos, gera incômodo, vergonha, culpa, como se falasse de algum tipo de incompetência ou fraqueza. Sendo que, na verdade, fala de algo que gera sofrimento e precisa de um espaço e tempo para se revelar.

 A abertura para um processo de Psicoterapia fala da busca pela compreensão das mais diversas queixas emocionais. As razões para esta procura são os grandes motivadores que constroem a possibilidade da terapia, porém, via de regra, tais razões estão ancoradas em outras tantas questões que compõem a vida, que para se aproximar demanda tempo e disposição para desatar os nós. 

Daí a Psicoterapia se diferencia de outros tratamentos em Saúde, pois a ideia não é a cura no sentido de eliminar um problema e sim o cuidado, a compreensão para transcender uma dificuldade e transformá-la em oportunidade de crescimento.

 O se (re) conhecer fala do saber de si mesmo, que acontece na aproximação com as próprias questões em uma relação de intimidade. A proposta da terapia é favorecer este processo, é se comprometer em uma parceria na busca pela verdade do paciente. É construir um vínculo de confiança que ofereça a possibilidade de ouvir o que as emoções, comportamentos e relações têm a dizer.

 Nada tão “louco”, não é verdade? Não existe quem não sinta, quem não se emocione, quem não seja tocado pelo mundo, pelas pessoas e coisas. O lugar da terapia é justamente o de movimentar tudo isso, de questionar, de colocar em jogo, de cuidar e compreender através da fala; em nome de um existir mais livre. Ou seja, nada que fale mais e melhor sobre o estritamente humano e comum! Por que não?

 

E vamos lá…

Cá estou eu desenterrando um desejo antigo de criar um espaço através do qual eu possa me expressar como profissional e desmistificar um milhão de fantasias que, sem dúvidas, um processo de Psicoterapia gera.

Essa é a intenção: aproximar este universo do público em geral, interessados e curiosos, através do meu olhar a respeito do tema, da minha vivência, dos meus sentidos e principalmente da minha paixão pelo exercício desta profissão tão mágica!

Sejam bem vindos!!!!!

Espero que seja tão construtivo pra vocês, da maneira que eu acredito que será para mim!!!!