Crise e Superação

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Não dá pra negar que este é o tema do momento: CRISE!! De forma direta ou indireta todos estão inseridos neste contexto, buscando se reinventar ou, minimamente, refletir a respeito. Por isso considero interessante desenrolar aqui este pensar…

Acredito que o significado que mais se encaixe no conceito de crise atual seja: “Conjuntura ou momento perigoso, difícil ou decisivo” e “Desacordo ou perturbação que obriga instituição ou organismo a recompor-se ou a demitir-se”. Sem dúvida falamos de um momento difícil, de uma perturbação que demanda reestruturação em todos os níveis, mas o fato é que esta crise política / econômica vem destacar o quanto somos vulneráveis e estamos sujeitos a mudanças repentinas e transformações constantes. São processos que podem representar tanto desenvolvimento quanto perda e geram, inevitavelmente, algum tipo de sofrimento.

A grande questão é: frente a alguma possibilidade de perda, conseguimos manter a mesma perspectiva de sentido pra vida? É da condição humana estar sempre em busca de um “para quê” e é a partir daí que fazemos nossas escolhas, assumimos nossas ações e definimos caminhos. O sentido que configura o que denominamos como sonhos!! O difícil é conseguir acolher como parte da vida algum acontecimento que chega, desarticula tudo e coloca em jogo nossos sonhos.

Muitas vezes tendemos a manter os sonhos originais a qualquer custo e hoje percebo que pode ser uma grande armadilha, uma forma de se aprisionar a um ideal e deixar de experimentar as oportunidades reais que, geralmente, processos de mudança oferecem. Essa abertura fala do deixar morrer de sonhos antigos para possibilidade do nascer de novos sonhos.

Essa negociação não é fácil, muitas vezes o redesenhar de um plano já gera angústia, ansiedade, medo; imagina o assumir do vazio de uma perda, da desconstrução de algo: pode ser avassalador! Mas é justamente no espaço do vazio que se evidencia a necessidade de superação e sobrevivência, que me parece quase instintiva, e cabe tentar usá-la da maneira mais criativa possível. É na condição da angústia que propomos a nos modificar, que aceitamos negociar, que nos arriscamos, que lançamos mão de diversos recursos e elaboramos as melhores alternativas para estar saudável de novo.

Segundo dizem alguns mitos e rituais da história: aquele que renasce é maior que aquele que morreu. Ou seja, é hora de entrar em sintonia com as novas necessidades, ter os sentidos afiados para as oportunidades e assumir possibilidade de renascer de momentos conflitivos e intensos.

Não julgar!!!!!

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Essa é a grande premissa dentro de um processo de Psicoterapia: não julgar!!

Cada paciente chega com uma bagagem, com uma referência, com uma perspectiva e principalmente com uma dor que é única, exclusiva.

Cabe respeitar, dar lugar a dor, acolher, possibilitar a compreensão, para então transcender e transformar este sentimento.

Não SE julgue, não há nada de errado em buscar recursos através da Psicoterapia. Não tenha medo por conta da exposição e receio do olhar do profissional sobre suas questões. Ele não está lá no lugar comum e sim no lugar de quem cuida e oferece abrigo em momentos de estranheza e vulnerabilidade.